12 de fevereiro de 2013

acreditar

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Se um dia me disserem que você está feliz com outro, eu não acreditarei. Ainda que você dê gargalhadas com o que ele fala, eu não acreditarei. Não adiantaria de nada que me mostrem fotos com cores felizes, ou aquele filtro bonito do instagram, eu não acreditarei. A música que descreveu nossos momentos bons  poderia ser cantada para ele, ainda sim, não acreditarei.Não adianta de nada, você sorrir quando o vir, eu sei que sua boca precisa de um sorriso que só eu consigo dar. Não precisa falar, gritar, esgoelar que  você está feliz com outro, eu simplesmente não acreditarei.
Mas se um dia eu souber que você está sofrendo por outro, não terei como negar que você me esqueceu.

9 de fevereiro de 2013

sorriso como tatuagem

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Mal nascia o sol e bateram na minha porta. Era um moço gordo que queria roubar o meu sorriso, mas eu não deixei. O dia amanheceu nublado e triste - acho que vai chover - mas mesmo assim, eu continuo sorrindo. Meu cabelo amanheceu todo bagunçado, mas eu não consigo parar de sorrir. Tomei um chá no café da manhã que me queimou a língua, em outro dia eu ficaria muito bravo, mas hoje? Hoje eu sorri. Eu queria ter dormido até mais tarde, mas me acordaram cedo, isso poderia me deixar com um mau humor terrível, mas eu só quero sorrir. Um sorriso grande e inocente como de um bebê. Minhas bochechas já estão doendo, elas estão cansadas de segurar esse sorriso,  mas hoje, nada, nem ninguém vai tirá-lo do meu rosto, porque hoje, eu sonhei com você.

25 de janeiro de 2013

Escultura

Um sorriso tímido entre os beijos.
A doce timidez que encanta.
Braços que me envolvem.
Um olhar que aprisiona.
Palavras cochichadas.
Cachos molhados.
Beijo molhado.
Ponta do pé.
Suspiros.
Jujubas.
Você.
Eu.

20 de janeiro de 2013

Até as 19:00

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Ela estava encostada na cabeceira da cama. Ele sentava na ponta olhando para o relógio, pensando não sei em quê. Ela chorava. Sua respiração banhava-se com suas lágrimas. O cabelo bagunçado grudava na face molhada daqueles olhos de maquiagem borrada. 
- Me deixe ficar até as sete. - ele rompeu o silêncio.
- Por favor, sai da minha casa. Vai pra longe de mim, eu preciso estar só. Eu preciso falar comigo. Eu preciso ser amada por alguém, porque eu confiei isso a você, e você me decepcionou. Olhar seus olhos era a coisa mais doce que me podia acontecer, agora eu só me lembro de como eu sou uma estúpida em acreditar que você seria diferente, que você me trataria como eu mereço ser tratada, que você me faria feliz, que você nunca me faria chorar. Eu acreditei que você nunca me faria chorar, agora não consigo te olhar direito pois as lágrimas já embaçaram minha visão. Será que é tão difícil, pra você, entender que eu não estou bem? Entender que eu não consigo ser boa nem pra mim mesma? Se você me ajudasse a passar pelos momentos ruins, você veria meu sorriso quando tudo estivesse bem. Agora eu só quero que você saia. Por favor vá embora.
- Se eu sair por aquela porta, é pra sempre - pausa - Por favor, não me deixe ir embora.
Ela deitou na cama e continuou a chorar. O relógio devorava o tempo, como já é costume.


19:00

Eles se olharam. Eles se tornaram bicho. Eles respiravam forte. Eles deram o mais visceral e dolorido beijo com gosto de lágrima. Aquele beijou sangrou. Ela queria que ele fosse embora, mas aquele beijo era apenas para dizer: Volte.

22 de dezembro de 2012

SZ - 1906

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Sim, eu estava chorando. Meu riso foi condenado a estampar minha face, meus lábios já não podem se tocar desde que provaram o cheiro dos seus, desde então convivem separados por uma enorme sequencias de dentes. Eu estou chorando. Eu apenas sinto-me feliz, bem, seguro. Eu lembrava-me das suas mãos. Brancas e delicadas mãos. Elas flutuavam sobre o mármore da mesa, enquanto a minha timidamente se apresentava. Eu tinha vergonha confesso, mas eu necessitava entrelaçar meus dedos nos seus, meu sorrir no seu, minha respiração na sua, minha alma na sua. O tremor dos seus lábios roubava-me o foco, o azul dos teus olhos envolvia-me como o infinito do céu que devora pássaros, nuvens e sonhos. Sua voz acariciava meu sorrir, com o veludo já cantado pelos poetas. Sua mão perdida no frio da mesa dançava uma valsa que não se podia escutar. E quando finalmente toquei-a, senti como se meu mundo se ligasse ao seu, aquele meu indicador no seu polegar gritou ao tempo que a vida seria diferente dali então. Nossas mãos se gostaram, e o encaixar perfeito me mostrou que era ali onde eu deveria estar. Pouco a pouco as mão se tornaram intimas, se tornaram uma, até que você apertou a minha. Aquela apertão dizia algo como: "eu to aqui", "eu quero estar aqui", "eu estou contigo".  Sim eu estou chorando. Choro porque me lembro de como estou feliz, e há quanto tempo não me sinto bem assim, choro porque quando lhe toquei a mão, entreguei-lhe minha alma, e agora ela está muito melhor guardada. Nosso primeiro beijo foi aquele toque de mãos.

17 de dezembro de 2012

preciso.

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Beijo na testa. Dedos entrelaçados. Tirar seus óculos quando você dorme com eles e arrumar o cobertor. Sorriso de canto de boca. Olhar envergonhado. Nariz sujo de brigadeiro. Mordida. Beijo no canto da boca. Cócegas. Contar sobre meu dia. Dividir fone de ouvido. Imaginar desenhos nas nuvens. Você deitando no meu peito. Tomar chuva juntos. Te pagar o sorvete. Te fazer um sanduíche  Te escrever esse texto. sussurro. Guerra de pipoca. Te levar a toalha quando você a esquece. Sorrir com narizes grudados. Cartinha debaixo do travesseiro. Olhar você lendo um livro tomando café. Mexer no seu cabelo molhado. Sentir você mexer no meu cabelo molhado. Assistir série juntos. Boa noite antes de dormir...

Coisas simples, mas tão necessárias...